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Coxinha de Boteco

março 12, 2009

Não lembro exatamente quando provei a primeira coxinha, mas guardo uma lembrança mais remota de uma que eu comprava no boteco de um português aqui perto de casa. Aliás, aquele era o típico boteco mesmo. Com direito à ovo rosa, linguiça acebolada e as coxinhas, ah, as coxinhas!

Esta tinha uma característica bem incomum se compararmos ao croquete mais famoso de todas as festas e botecos. A coxinha do boteco do “Seo” João, obra gastronômica de sua irmã solteirona “Dona” Maria, era uma coxinha de galinha de verdade, cozida ou assada (não lembro bem) e empanada com uma crosta de massa, ovo e farinha de rosca.

Olha, ninguém faz idéia do sabor que era aquilo. Cansei de economizar moedinhas para chegar lá e comprar uma coxinha de vez em quando. Lembro que o português bigodudo sempre sorria ao me ver e mesmo antes de pedir ele já falava: “Uma coxinha, pois?!”

Sei lá, lembrando disso, acho que até vejo explicação em minha verdadeira loucura de sempre que me vejo na rua, esfomeada, catar o primeiro boteco ou padaria e comprar o que? Uma coxinha, pois…

Se estou em busca da coxinha perfeita ou do sabor de nostalgia da infância, não sei, mas a verdade que ao longo dos anos eu tenho nutrido verdadeira paixão por este croquete tão engordativo. Que até eu criei a minha versão. Segue então, a Coxinha da Beth.

Massa Básica de Coxinha

  • 2 dentes de alho amassados
  • 1 cebola pequena ralada (equivale a umas duas colheres de sopa)
  • 2 colheres de sopa de óleo para refogar o alho e a cebola
  • 1 kg de farinha de trigo (mais ou menos)
  • 1 litro de leite
  • 2 tabletes de caldo de galinha
  • 2 colheres de sopa de margarina para trabalhar a massa
  • sal a gosto

Modo de fazer

Numa panela grande, refogar a cebola no óleo e depois que ela estiver transparente, colocar o alho e deixar dourar. Desmanchar os tabletes de caldo de galinha e colocar o leite e corrigir o sal. Antes de chegar no ponto de fervura (do leite subir) acrescentar a farinha de trigo e mexer até formar uma massa embrutecida e soltar do fundo. Na verdade, cria-se uma crosta no fundo e a massa fica meio solta. Tirar imediatamente da panela e colocar sobre o mármore ou mesmo a mesa. Colocar a margarina sobre a massa e tentar trabalhá-la ainda quente. Amassando e incorporando a margarina à massa.

Recheio de Frango

  • 2 peitos de frango cozidos e desfiadinhos
  • 1 tomate sem pele e sem sementes picado
  • 1 cebola ralada
  • 1 dente de alho amassado
  • 1 colher de sopa de óleo
  • 1 tablete de caldo de galinha
  • 2 colheres de extrato de tomate
  • 1 pitada de tempero misto (cominho e pimenta)
  • sal a gosto

Modo de fazer

Refogar no óleo a cebola, o alho, o tomate e o extrato de tomate. Colocar o frango desfiado, caldo de galinha por último o sal e o tempero misto. Cozinhar por uns cinco a dez minutos e pronto.

Montar e Empanar Coxinhas

  • 1 xícara de leite
  • Farinha de rosca

Para montar, basta fazer uma bolinha na mão afundar o dedo, encher este sulco com um pouco de recheio e fechar a massa puxando um biquinho. Passar a coxinha no leite e por último na farinha de rosca. Fritar em óleo bem quente e pronto! Não é nem de longe a coxinha do boteco do “Seo” João, mas…

 

PS – Para mostrar que não sou apenas eu que a coxinhamaníaca, neste post do Papo de Boteco vi que tem até um blog chamado Barriga de Coxinha. Delíciassssss

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3 Comentários leave one →
  1. março 31, 2009 1:56 am

    melhor que coxinha de boteco, só pastel de “carne” de soja com caldo de cana na feira!

  2. sizenando permalink
    abril 10, 2009 10:09 am

    ah, as coxinhas de boteco. ah, os ovos azuis, rosas e outras cores mais. tem também, completando o cenário, os pepinos em conserva e “sorvete quente”, aquele doce feito de não sei bem o que, e tinha a forma de um sorvete de casquinha com uma bola colorida em cima.
    vc fala em infância, lembrei que perto de minha casa, século passado, havia o armazém grande, tudo em madeira, marmore e tais… feijão, arroz e quetais em sacos, vendidos a granel. eu ia buscar pão e outras coisas e o dono anotava no caderninho de fiado.
    mas as tais coxas, essas inteiras e “de verdade” com osso e tudo, sempre foram deliciosas. têm por ai, ainda. gosto tanto delas quanto de certos hamburguers de óleo, o saquinho de papel que envolve o bruto fica com caldo no fundo. tem ainda cheeseburguer assim aqui em sao paulo, numa espécie de padaria-lanchonete perto do, ah sei lá, perto da av heitor penteado, onde tem se nao mengano um estúdio do SBT.
    que legal este blog aqui!

    um abraço

  3. Beth permalink
    abril 16, 2009 2:30 pm

    Acho fascinante esta capacidade sinestésica que temos. Da lembrança ao sabor, o aroma… E todo o restovem à galope. Não sou de grandes saudosismos, mas a comida, ah… Ela me transporta. Parece até ficção científica… risos.

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